9.9.04

Máquina do Mundo

“O universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto é a matéria.

Daí, que este arrepio,
Este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
Esta fresta de nada aberta no vazio,
Deve ser um intervalo”


= António Gedeão =


Estava no outro dia na Ericeira (que adoro), numa tarde esplêndida, tanto pela tarde em si, como pela companhia, (Obrigada S.), quando na montra de uma loja de tecidos, vejo este texto de António Gedeão, o meu poeta preferido.
Não sei se foi pela maneira como o texto fluia com a decoração da montra, mas naquele momento o texto bateu-me como não tinha feito ainda.
Ganhou um significado diferente para mim.
Pensei inumeras vezes se devia partilha-lo com vocês, e no meio das razões para não, e dos motivos para sim, resolvi fazê-lo.
Espero que gostem!
A vida é o intervalo entre o começo e o fim...
Espero que a gozem!

Aquele abraço.

6 comentários:

Anónimo disse...

Sempre fiel ao teu blog, de nada S.

mad disse...

Gedeão é uma enormidade em poesia, tal como a Sophia.
;) beijo

MONALISA disse...

António Gedeão é fabuloso. Não conhecia este texto.
Beijinho

Marta disse...

Olá, Obrigada pela tua visita. O poema é de facto muito bonito e profundo. Beijo

Filipa disse...

:) Partilha sempre. É disso que é feita a blogoesfera :):)

Anónimo disse...

sabes que gosto de ti, não sabes? sempre.
bacci rita