16.3.05

Cura-me...

Olho-te com medo
Com uma incerteza imensa que me condena a estar…
Apenas estar. Sem ser nem querer.
Uma sede de te dizer o que quero.
O que vai cá dentro…
Mas não digo!
Calo-me no medo que me ataca
E sem pensar na dor que chega,
Escolho não estar contigo.

E como mais não fosses do que um fardo que carrego
A tua ideia preenche-me a lembrança
E olho-te de novo,
Mas com um desolhar.
Gravo-te em mim só esperança.
Falo-te a todos os que me perguntam
Que olhar triste é este que carrego.
Porque o pesar que eu mostro
É não mais que um só desejo,
É um querer-te sem te ter,
Um possuir-te sem te tocar…
És cheiro que me desnuda,
Me enfraquece neste meu ser…
Neste vontade de te amar.

E peço-te a Deus e a quem seja
Que chegues… me leves à loucura…
Que me afastes desta direcção sem saída.
Que me ames… que sejas cura…

25 comentários:

H. disse...

Poema muito pessoano e muito pessoal...!
Gostei mto, sei o que é sentir assim... e por isso te digo, diz-lhe! Se o que li não é apenas um exercício literário "mexe-te antes que seja tarde de mais". I hope you get what you want... realy *

Plimstar (Carlos Filipe) disse...

Obrigado pela visita... mais ainda pelo blog que nos ofereces!

Abraço e esperança. ;)

CA disse...

A isto
"Calo-me no medo que me ataca
E sem pensar na dor que chega,
Escolho não estar contigo."
respondo-te com as tuas próprias palavras. "As coisas devem ser vividas no seu pleno."
Mas digo-te ainda que é muito belo isto que dizes
"Que chegues… me leves à loucura…
Que me afastes desta direcção sem saída.
Que me ames… que sejas cura…"

Beijo. :-)

Sandro disse...

lost: "mexe-te antes que seja tarde demais"?
nunca é tarde demais, excepto quando sabemos que acabou...
beijo

plimstar: obrigada eu. Gostei do teu "espaço".
Abraço

Sandro disse...

ca: sabes de certeza que é muito fácil dizer aos outros, e depois não fazer nada do que dizemos.
E depois temos a lata de dizer: -"Pois.. mas comigo é diferente!", quando não é!
Ainda bem que gostaste.
Um beijo

Anónimo disse...

O medo é insaciável, devora-nos, consome-nos, possui-nos, é camaleão entre a flora e a fauna...mas posso?, deixas-me acreditar?, deixas? que é o amor da minha vida a derrotar o medo, com um olhar, com um toque, que seja cura...mas como, se é sobretudo do amor que tenho medo!
Deixa vez é anónimo, embora sei que sabes quem eu sou.

Ninagasol disse...

"Escolho não estar contigo."
Má escolha!
Deus há-de ouvir-te... um dia.

Ahhh, fosse eu cura...
Mas sei fazer uns bons curativos. :))))))
Beijo-te

folhasdemim disse...

Gostei do blog. Beijos, Betty :)

Catarina disse...

Mais uma vez...adorei e bem sei o que isso é! Tens uma escrita divinal! Também eu ando a precisar de uma cura dessas! Um beijo...!

mood disse...

Mesmo quando o que escreves é triste ou melancólico fico sempre com uma sensação docinha. Acho que no fundo é porque tu és..doce, e isso passa nas tuas palavras. E como o mel atrai as abelhas tenho a certeza que não tardará a chegar a cura que tanto precisas.
Muito bonito...
Gostei da expressão 'Olho-te de novo, mas com um desolhar'...mas merecias um olhar frente a frente, apaixonado e curativo.
Beijo bom miguinho

Gaivota disse...

Que turbilhão... Não fosse eu parecida e tinhas me confundido. Este querer sentir o que não sentimos (e vive versa)...

Sabes é desamor o amor que há em mim.

um beijo, sempre

Andreia disse...

Olho-te nos olhos
Como se a certeza de te ter não importasse mais...
Sou e estou, em ti.
Quero mostrar-te a intensidade cá de dentro...
mas não vês.
Eu falo a ti, e dói e magoa...sentir-te tão longe.
Não escolho não estar.
Puxa-me para ti.

É a lembrança de ti que me consome.
Não consigo deixar de me prender a ti,
me amarrar sem querer...
Estás forjado em mim.
Se outros me vêem nesta amargura de ser,
escondida atrás de um sorriso, não sabem.
Não sabem como é estar sem ti.
Tu sugas-me as forças...
pelos beijos que me deste e que povoam a minha memória...

Eu peço-te: volta.
Não me digas adeus assim...
Não me deixes no meu canto.
Se já és a minha doença...
Deixa-me procurar em ti a minha cura.

(Saiu-me...beijo :))

Sandro disse...

anónimo: Sei quem és sim, e também sei que não te gosto de ver assim como andas.
Vive a vida em pleno. ela nem sempre nos irá dar o que queremos, quando queremos, mas deve ser aproveitada ao máximo.
Beijo grande

nina: Não sei se é uma má escolha, mas é uma... Fosses tu a cura e?
Beijo

folhasdemim: ainda bem. Volta sempre. Beijo

FDC disse...

Tras a loucura, e tras a cura. hm, é tao bom estar loucamente curado ... :)
abraço

insoy.blogspot

Marta disse...

Que a cura chegue rápido e provoque mais belos momentos como este. Beijo

Sandro disse...

catarina: uma escrita divinal? Uau! Fico a dever ao exagero, mas obrigada! Acho que muita gente anda a procura.
Um beijo

mood: amiguinha, esse olhar frente a frente acontece quando tiver de ser. Apesar do que escrevo, não ando à procura, nem desesperado por nada. (Graças a Deus)
Beijo bom

gaivota: Estas a ver? Há sempre quem perceba, quem se identifique... só não sei se isso é bom, neste caso!
Esse desamor será amor de novo, quando menos esperares.
Beijo

Sandro disse...

a_gata: :-)
Gostei da resposta...
Da coragem de olhar nos olhos, de assumir essa intensidade de sentir...
Espero que ele te puxe, porque seria um desperdício não o fazer.
Beijo grande ;-)

fdc: Mas é tão difícil atingir essa cura...

marta: Que chegue bem rápido, mas a seu tempo.. na altura certa...
Beijo

Dora disse...

Que venha a cura! E que a tua inspiração permaneça, cristalina e suave! Continuação de boa semana :-)

Anónimo disse...

Para não variar, tb eu procuro a cura! Mas que falta originalidade de quem escreveu os nossos destinos! Abraço!
http://oblogdorapaz.blogs.sapo.pt

Sandro disse...

dora: Sim, que venha a cura.
Um beijo.

rapaz: Realmente nota-se uma imensa falta de originalidade! Só espero que esse destino nos leve em direcção a uma luz.
Abraço

Vera Cymbron disse...

A cura nem sempre está em alguém, mas sim em nós. Foram tantas as vezes que desci a rampa do desespero e deixei cair as mãos no vazio das saídas que não se faziam... quase enraiveci-me numa partida a julgar a cura que nunca chegou de um Deus que julguei abandonar-me há muito. E sabes, descobri que tudo tem o seu significado, saudoso ditado "Deus escreve direito em linhas tortas". Por mais que custe tantas vezes a compreender, essa dificuldade é o que nos faz humanos, somos mesmo tão humanos no desespero.
A cura está aí...
Jinhos grandes.

mood disse...

Claro que sim, eu sei disso. E aliás é mesmo esse o espírito a ter! ;)
Mais um bjinho

Ninagasol disse...

Fosse eu a cura e?
E... metia-me em fraquinhos, tomava-me de 12 em 12 horas e dava a quem também precisasse. ;)
***

paula. disse...

por vezes a cura é o mal, ou o inverso...não sei sandrito, eu mesma ando confusa =(
(mas enfim seja o q for a resposta virá...vem sempre né?)

beijos

paula.
reciprocidades.blogspot.com

mad disse...

Deito um beijo.