16.1.09

D. José Policarpo

"Cautela com os amores. Pensem duas vezes em casar com um muçulmano, pensem muito seriamente, é meter-se num monte de sarilhos que nem Alá sabe onde acabam."

Esta frase pertence a D. José Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa...
É de uma infelicidade extrema, que vem mostrar apenas o quanto a igreja é fechada e retrógrada.
Por aqui se percebe o porquê de, sendo católico, cada vez me afasto mais da igreja(mesmo assim, com letra pequena).
Percebe-se por estas palavras, que a igreja está longe do que realmente é importante, o amor!
Uma frase destas apenas pode vir de alguém que desconhece por completo o que é amar alguém, e até onde esse amor nos pode levar.
... não olha a credo, a raça, a cor, a religião... olha apenas ao amor por si mesmo, e isso será sempre o mais importante!
Não, não consigo sentir raiva, ódio, ou mesmo indiferença perante uma frase destas... Apenas pena! E muita...

E com isto vou-me tornando a cada dia que passa, mais e mais ateu!
Aí, já sem pena nenhuma.

9 comentários:

JPT disse...

hum... nisto não estamos de acordo. É verdade que as palavras não foram bem escolhidas e que esta opinião pode ser dada por qualquer um de nós, mas D. José Policarmo, na posição em que está, deveria ter mais cuidado com o que diz. Mesmo assim, e mesmo concordando que o amor não escolhe credos, raças ou, mais importante ainda, filiação clubística (hehehe), a verdade é que a religião muçulmana é muito menos tolerante no que respeita a outras religiões (não estou a dizer que é pior, atenção: apenas menos tolerante). Sabias que para casar um homem que se queira casar com uma mulher muçulmana tem obrigatoriamente que se converter? e que se tiverem um filho ele tem necessariamente de ser educado nos pressupostos muçulmanos? isso não acontece na igreja católica.
Conheço uma pessoa que se casou com um muçulmano e que se divorciou 4 meses depois. Ela era católica e, quando os pais dela iam jantar lá a casa, nem sequer podia ter vinho à mesa, porque ele não deixava... Valha-me Deus (ou Ala). Claro que deu mau resultado. Tentar impor a nossa religião a outrem é vaidade, mas há também que saber ver a realidade. De qualquer forma, admito que as palavras não tenham sido bem escolhidas.

abraço

PS - acho que é a primeira vez em que estamos em desacordo... ;-)

Miguel disse...

Felizmente, nem todas as pessoas são tão radicais na defesa dos seus rituais e costumes, mesmo entre os muçulmanos. Acho que aqui, qd se fala do amor não conhecer cor, credos religiosos ou clubísticos, não estamos a falar de um sentimento que dure 4 meses. Sou contra muito do que a religião católica representa, assim como a muçulmana, que por vezes parece ter parado no tempo, mas não foi a fé que D.José Policarpo atingiu com as suas frases despropositadas, mas os sentimentos das pessoas, que esses sim, não têm fronteiras, riem, choram, sofrem e sonham como qualquer um de nós.

Joana disse...

Até poderia concordar com alguns pontos se fosse o "Zé amigo lá do bairro", não o posso admitir a um José Policarpo, Cardeal Patriarca. Afinal a diferença entre um anónimo e uma entidade pública é o impacto que ela pode causar com tais palavras proferidas, na sociedade e isso é grave. Mais uma imbecilidade da igreja. Estou tão de acordo.

etienne neto disse...

Ao JPT..

Companheiro vais me perdoar mas há algo da qual tens que saber.
Os mulçumanos não são todos iguais.
Esta tendencia radicalista (que eu concordo contigo), encontra-se do Equador para o hemisfério Norte e naquela zona terrivel onde andam todos á molhada com Israel e... que para mim são todos iguais, ou seja gente que não interessa a ninguem (nem ao Menino Jesus).
Os Mulçumanos do Equador para o hemisfério Sul, são muito diferentes. Conheço e vivi por pouco tempo com alguns e posso te dizer que é gente boa na MAIOR parte deles, e sabem o que é respeitar as religiôes dos outros , mulheres e culturas. A televisão envenenanos só com a escumalha e a gente boa que é mulçulmam nem aparece.
Acredita que a maior parte é gente pura, e eles são a prova que o Alcorão é puro e sincero. Mas como todos os antigos livros têm "falhas", tal como a Biblia.

Nunca precisei de ninguém para me fazer acreditar n'Ele, nem de nenhuma religião e digo ao tal Dom.José ( que de Dom só tem o anel que tem no dedo) que Palhaços, só no Circo e é para quem gosta.
Cristo, segundo os ensinamentos que esse tal Dom Zé teve, não fazia distinções de ninguém e aos olhos de Deus todos eram iguais...até os Mulçumanos.

Sandro:
Obrigado por teres abordado este assunto, que para a maior parte dos Católicos, certamente é vergonhoso, vindo de quem veio.

Que Deus, Àla ou BUDA esteja em Paz com todos.
Acredito que só há um Deus e os homens deram-lhe nomes diferentes.
Competividade futobolistica LOL.

Abraço ao JPT, Miguel , Joana e Sandro.
Etienne

p.s. Esta e a minha opinião e esta conversa daria "pano para mangas".
Desculpem se feri alguém.
Tenho a mesma Fé dos maiores crentes de todas as outras religiões.

JPT disse...

Olá, boas. Claro que não feriste (pelo menos a mim). Estamos num país livre, graças a Deus, e cada um tem a sua opinião. Eu concordo com quase tudo. Tb não gosto de generalizar, mas mantenho a minha ideia de que a religião muçulmana é, no geral, menos tolerante. Claro que há excepções. Aliás, nós tb já fomos a mais intolerante das religiões, há 1500 anos atrás...
Tb eu considero que se devem respeitar as religiões alheias (mas repara no que eu disse acerca das conversões em caso de casamento). Vê o tema de capa da sábado desta semana...
Claro que a parvoíce e a intransigência não são domínio único de uma só religião, tb acho que a religião católica tem, como é natural, as suas falhas, mas não a considero a "máfia" que tanta gente parece fazer crêr...

abraço a todos

Sandro disse...

Bom, não consigo concordar com algumas coisas, e concordo com outras!
O problema aqui é mais QUEM disse, e se calhar não tanto O QUE disse...
É que as pessoas têm de ter noção de sua posição na sociedade, e na influência que uma opinião sua pode ter nas outras pessoas.
JPT, quanto à religião muçulmana, não conheço a fundo, não é a minha, e sei que apenas quem quer é que pertence à mesma! Sei falsos fundamentalismos, acima de tudo está, e deve estar sempre, a nossa própria vontade!
Quanto ao exemplo da amiga que se casou, uma simples resposta... não era amor! Se fosse ainda hoje estava casada.
E sim, dou esta importância e este poder ao amor, porque o tem. E aqueles que não concordam, tenho pena, mas esperança, de que um dia percebam o porquê de eu dizer isto.

E nesta frase proferida por este senhor, está algo que eu abomino por completo.. a condicionalização desse amar, por algo que não tem, nem pode ter, mais força que o amor em si!

Gostei que este tema tivesse trazido à baila esta discussão. :)

Gosto de pontos de vista diferentes discutidos com esta correcção que vi aqui.

Abraços, e um beijo...

Anónimo disse...

As religiões confundem-me,embaraçam-me,irritam-me!
Cada vez mais,não gosto!
Cada vez menos me interessam!
Cada vez mais são motivo de guerras,de interesses,de racismo!
Cada vez menos se dão aos pobres!
Posso dizer que casei pela igreja,hoje não casava!
Tenho dois filhos,a única religião que lhes incuto é o Amor.Por eles,pela familia,e a educação pelo próximo.Sem dúvida a base essencial para uma vida mais humana,e digna.
Mas sem o subterfúgio duma religião!
Foi isso que aconteceu com aquele casal Sandro!Ela talvez o amasse,mas ele concerteza,entregava-se mais á religião que a ela.Assim,o amor pode até não morrer,mas esconde-se!
Quanto ao que o D.José disse apraz-me comentar:não somos todos por um amor correspondido e pela liberdade?
Mas por esse ponto de vista agora perguntamos à igreja:para quando liberdade ao preservativo?aos padres casarem?pararem com o machismo na igreja?etc.etc...................................Não gosto.
Bo----------.

Indecisa disse...

Tal como tu, sinto pena! Muita pena!

(sem mais nada a dizer!)

JPT disse...

Eis a verdadeira essência do blogue como espaço de liberdade de expressão e de discussão de ideias. Respeito todas as posições aqui expressas, como sei que respeitam a minha - o que é algo que não se pode dizer em todas as partes do mundo. Compreendo as críticas que se fazem à Igreja. Ninguém tem esta instituição como perfeita, e todos discordam de uma ou de outra posição, mas lembrem-se que é uma estrutura gigantesca, pelo que mudar algumas posições de base demora o seu tempo... é como tentar fazer um barco de 10 mil toneladas parar ou virar quando navega a 25 nós. Não é tão simples...

abraços e bjos a todos