10.11.06

Vício



Vem aqui...

deixa-me dizer-te baixinho, ao ouvido, o que sinto.
Sabes o que gosto?
Conheces os meus vícios?
...
Sou viciado em rebuçados de mentol,
Em cortar o meu próprio cabelo...
Tenho o vício de não falar de mim, de passar despercebido, de chorar sozinho...
Tenho o vício do teu beijo, do teu sorriso... lindo!
Sou doido por refresco de café, e pelo tanto que te quero...
Conheces o maior dos meus vícios?
...
Amor?...
...

Tenho aquele vício bom de ti...

9.11.06

Para sempre...

Vejo-me feliz para sempre quando me perco nos teus olhos...
Quando te beijo, no melhor beijo... o nosso.
Quando estou nos teus braços, e fico pequenino...
No teu sorriso... que é mágico...
Nos nossos silêncios, onde oiço o teu coração bater...
Para sempre... é forte! ...é ilusão! ...é incerto...
...

Mas...
Vejo-me feliz para sempre quando me perco em ti...

8.11.06

Cantar Cabo-Verde




Como se pode cantar um país sem nunca lá se ter vivido?
Ontem vi que não só é possivel, como pode ser perfeito!
A artista chama-se LURA, descendente de Cabo-verdianos, nascida e criada em Portugal.
Como ela mesma diz, só muito tarde começou a gostar dos ritmos ritmados (uma private) de Cabo-Verde, e a cantar a música.
Em boa hora o fez... O concerto foi ali mesmo, no teatro Tivoli, e revelou-se bem intimista, quente, com aquelas cores típicas de África!
Os músicos dela são de muito bom nivel, e ela... bom... ela é africana!
Uma voz forte, incrivel, que já conhecia do Cd, mas em palco é outra coisa. Porque em palco está a mulher que fala, que dança, que ri... que dança...
José Agualuza, ao escrever sobre ela, afirma: “Dêem-lhe uma causa e a voz desta mulher transforma-se em chicote. Dêem-lhe um chão e será raiz. Dêem-lhe uma raiz e será flor.”
... e assim é!
A força e a beleza de "Na-RI-NA", em contraste com a calma de "Nha Vida" (esta última escrita por ela, que se revela simples, mas muito bonita), muito bom...
Aconselho a ouvir, a conhecer pelo menos. Quem não gostar, é de direito...
Eu adorei!

7.11.06

Bom dia!

Não percebo as pessoas de manhã!!
No trânsito, quando a caminho do trabalho, anda sempre tudo de cara fechada e com ar sisudo...
Parece que ainda estão a dormir e que ligam o piloto automático para aquela meia-hora (vá... uma hora) de casa ao trabalho!
Não percebo, se o dia tem de começar cedo, se começa à mesma hora todos os dias... porquê agir assim?
Hoje, no meu caminho para o trabalho, ria-me com as maluqueiras do Pedro Ribeiro na Comercial, e cantava as músicas que iam passando. Porquê?
Porque sim! Porque posso. Porque escolho começar o dia bem disposto. Porque, apesar de alguns senãos, a vida tem-me corrido muito bem...
Não percebo é a escolha de algumas pessoas em olhar-me de lado e em fazerem alguns comentários entre-dentes (que adorava ouvir. Uiiiiiii se adorava).
Lembro-me de já ter escrito sobre isto num dos meus blogs, e pelos vistos nada mudou desde aí...
Agora, passa-me pela cabeça muita coisa... Pensei em instalar um sistema de microfone interior ligado a uns altifalantes fora do carro (tipo o pessoal do circo e os das campanhas eleitorais), fazendo com que as pessoas no trânsito, além de me verem bem disposto e a cantar, me pudessem ouvir também. Era lindo! (sim, a minha voz encanta... penso eu de que!)
Depois, como agora de manhã cedo ainda é noite, instalar um daqueles cartazes de néon nas laterais do carro, onde se liam em letras garrafais cor-de-rosa e azul-turquesa, BEM fluorescente:

- BOM DIA GENTE BOA!

Bom... fica o aviso.
E por favor, se um dia virem um carro alegórico todo colorido, com uma música cantada num tom um pouco desafinado e alto c’umo caraças (adoro esta expressão: C’umo!!) pelo menos tenham a bondade de acenar e dizer um simples: -Bom dia Sandro!
Agradecido...



PS: Ando ali pela IC19! Ouve-se um AAAHHHHHhhhhh enorme.. eu disse trânsito amigos!!! :)

3.11.06

Eu ganho-te



Manda-me ao chão... levanta-me..
Se eu estiver bem, assusta-me de morte.
Talvez eu já esteja habituado...
Faz-me sentir nervoso e eu faço com que te rendas...
Eu ganho-te...


Dou-te tudo... não sentes nada...
Tu mesma disseste, eu não estou pronto.
E eu repito-o a mim mesmo, mas não aceito.
Talvez seja novo nisto... ou às tuas reacções...
Transforma-te na minha ilusão, eu transformo-me na tua melhor distracção...
Eu ganho-te...


Será que fico magoado?
Eu disse-o antes... não queria sentir assim de novo.
E agora que sinto...
Eu ganho-te...


Mais cedo ou mais tarde perco o controlo...
...amo-te no chão, na cama, em cima da mesa... contra a parede...
...

e ganho-te...





31.10.06

Pensei deixar-te... não há muito tempo!
Pensei partir, entregar-te aos outros...
...Não te consigo deixar Lisboa!
Adoro a tua luz e a forma como enfeitiças quem passa...
Adoro as tuas esplanadas e os teus miradouros...
Gosto de ti Lisboa!

Pensei que não me ias fazer falta, que não me tinhas marcado...
enganei-me...
Gosto do teu Castelo, da tua Baixa Pombalina... Perco-me no Chiado e no meu Bairro Alto...
Encontro-me de novo no Cais do Sodré a admirar a outra margem, enquanto tomo um café num dos teus mil-e-um quiosques, e vejo a azáfama de quem vai pro trabalho...
Gosto de ti Lisboa...

É em ti que se esconde o amor, as amizades, e tudo o mais que faz sentido...
É em ti que me encontro com o melhor de mim.
Sei que vou sair de vez em quando, sei que vou conhecer cidades novas, que me vão marcar...
Mas não como tu... nunca como tu...
Fico contigo Lisboa!



(foto de Vasco Esteves)

é isto que resulta quando se bebe uma cerveja no Adamastor!

26.10.06

Pensa em mim, eu nego-te...

Persegue-me e eu cego-te...

Pede-me tempo, eu roubo-to...

Gosta-me e eu cobro-te...

Não me deixes, eu fujo...

Deixa-me e eu morro...

Sobe ao céu, eu volto-te as costas...

Abraça-me e eu afasto-te...

Pede-me sexo, eu durmo...

Dorme e eu assumo-te...

Faz parte de mim, corto-me pela metade...

Não venhas e eu procuro-te...

Ama-me e eu...

...

eu...


Vou perder-me a pensar em ti...

Vou perseguir-te...

Dar-te esse tempo...

Vou gostar-te...

Deixar-te... NUNCA!

Subo ao céu e trago-te de volta...

Abraço-te e tomo-te nos meus braços...

Guardo a tua cabeça junto do meu peito...

Faço amor contigo, dou-te o meu todo...

...



Ama-me...

e eu amo-te...

25.10.06

Emprestas-me um espaço no teu peito?...

quero-me esconder em ti!

23.10.06
























Nada senão uma página vazia...
Que sobrevive num espaço... sem paredes.
Preso num momento... sem nada
... outra vez!

Tanta coisa que ficou para trás...
Tantas mais à espera no tempo...
Estou no limite das minhas pernas, das minhas forças...
Vejo agora a solução. Vou-te deixar ir, deixar ser...
E vou ser o melhor de mim.
Viver a vida sem qualquer plano...
Encontrar a minha alma onde estou... aprender a amar de novo.
Só quero algo real, que eu consiga tocar...

Vou-te deixar ir...
tudo o que preciso aprender segue à minha frente,
vou ser o melhor de mim..
... e aprender a amar de novo...

Gosto...

que gostes de mim

17.10.06

Beijo...



Os dedos dela a tocarem-me os lábios...
Um beijo... outro...
Há lábios que fazem sentido juntos, só porque...
...só porque sim!
As mãos percorrem-me o corpo, o beijo colasse-me nos lábios... eu flutuo...
Perco-me no beijo dela.. no toque, no cheiro...
Aquela pele... a mesma de sempre, tal como me lembrava...
Suave... pedinte... senhora das minhas mãos...

Sabes?...
O que começa como mera brincadeira, leva-me a querer-te mais e mais...
Já não me assusta o quanto te quero.
Quero-te e pronto...
Estás aqui... vens solta, despida... chegas perto...
Mais... chega-te mais para te poder dizer ao ouvido, -“És linda!”... “linda...”
Perde-se um beijo entre as mãos que se agarram, entre a força com que se deseja o outro...
Um sorriso... desvias-me a boca... recusas o beijo...
Depois voltas e prendes-me nos teus dentes enquanto me mordes o lábio...
Paro e pergunto-te baixinho:
-“como é que bate o teu coração?... como fazes para respirar?... “
...
Num último fôlego roubo-te mais um beijo, entrego-te tudo o que sou... o que desejo...
...”roubas-me o ar...”

16.10.06

Se eu ficar aqui... simplesmente me limitar a ficar aqui...
ficas comigo e esquecemos o mundo?

12.10.06

Nós... Dois...



O dia amanhece, e eu olho o céu...
Espreito para ver o tempo como está!
... onde estás tu?..

Nada faz sentido até chegares... se me faltas, tudo pára!
Sabes como voltar?
Como é que te explico o quanto te gosto? Como é que me explico a mim mesmo?
E depois... como é que o aceito?
...

Não conheço nenhuma combinação de palavras que consigam exprimir o que sinto no fim do teu beijo... no procurar de outro... no teu colo...
Não sabia que os meus sonhos tinham tanto de nós dois...
...
Nós... dois!

O dia amanhece e com ele a expectativa de te ver... de te ter... de te jurar minha, mesmo que sem certezas de nada!
Enquanto for... será para sempre.
Sei-me diferente do que era... vejo-te diferente do que me deste...
Estamos melhor assim... juntos...
....
Nós dois...

10.10.06

O teu beijo...

...é como se me tivessem devolvido a vida por um segundo...